Segunda, 31 Outubro 2022 08:43

DESENVOLVIMENTO | Agroindústria de Roraima começa a produzir e exportar farelo de soja Destaque

Escrito por Secom-RR
DESENVOLVIMENTO | Agroindústria de Roraima começa a produzir e exportar farelo de soja Fernando Oliveira

Com base no Plano de Desenvolvimento Sustentável Estadual - Roraima 2030, o Governo tem avançado com políticas públicas efetivas para criação de um ambiente favorável ao crescimento socioeconômico, e um dos destaques é o aproveitamento das condições especiais de produção.

Nesse novo cenário, resultante de políticas públicas efetuadas ao longo dos últimos quatros anos, o primeiro grande empreendimento agroindustrial de Roraima, a indústria de beneficiamento de soja Serra Verde, localizada na região do Monte Cristo, em Boa Vista, já começou a produzir e exportar farelo de soja para países caribenhos.  

Durante visita às instalações da Serra Verde, nesta sexta-feira, dia 28, o governador Antonio Denarium destacou as políticas públicas de atração de investimentos, fundamentais para geração de emprego e renda, a produção com sustentabilidade e o início da exportação do farelo de soja.

“Roraima tem sido visto com olhar diferenciado por investidores de todo o Brasil, porque o Governo está valorizando o empreendedor, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável. Estamos produzindo com sustentabilidade um óleo e um farelo de soja de excelente qualidade. A primeira venda de oito mil toneladas de farelo foi para o Caribe e também já foram comercializadas duas mil toneladas do produto para a Guiana”, disse.

O governador ressaltou ainda o impacto da agroindústria para outras cadeias produtivas, beneficiando também a agricultura familiar e fortalecendo todos os agentes envolvidos no processo.

“O grupo Serra Verde vai comprar soja de médios e grandes produtores e também de pequenos produtores da agricultura familiar. Além disso, o farelo de soja é a base da ração animal para a produção de peixe, de frango, de porco, enfim para a produção de carne; e o pequeno produtor poderá comprar aqui, ou seja, a indústria poderá vender direto para o agricultor familiar, que terá uma redução do custo da produção. Roraima vai se transformar em um grande celeiro de produção, vai gerar segurança alimentar para os estados da Amazônia, para o Brasil e para o mundo”, frisou o chefe do Executivo.

 

 

Incentivos e melhorias na infraestrutura tornam o Estado mais competitivo na atração de novos investidores

 

 

“Roraima tem uma gama de incentivos federais, entre os quais, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), do PIS e Cofins, com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), a diminuição do imposto de renda pessoa jurídica da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), redução do imposto de exportação por sermos Área de Livre Comércio. Dentro do Estado, temos a Lei 215, que possibilita subsidiar o ICMS para a produção agropecuária e agroindustrial. Então Roraima é o Estado que tem as melhores vantagens fiscais e tributárias para se implantar um empreendimento. É tanto que vários estão sendo implantados”, disse o titular da Seadi (Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação), Emerson Baú.

Ele mencionou também os investimentos em infraestrutura feitos pela atual gestão para garantir segurança e trafegabilidade à população e facilitar o escoamento da produção agrícola e o planejamento a ser executado para o avanço das atividades econômicas.

“O projeto desenvolvido pelo Governo do Estado nos primeiros quatro anos da atual gestão é para reconstruir a malha viária, atendendo a todos de maneira estruturada. Somado a isso, dentro do planejamento, na área de desenvolvimento, identificamos que esses próximos quatro anos serão da agroindustrialização do Estado e da prestação de serviços especializados. Então nosso mercado é muito aberto para novas oportunidades”, afirmou o secretário.

 

 

Empresário destaca o comprometimento do Governo para criação do ambiente favorável ao desenvolvimento

 

 

O sócio proprietário e diretor do Grupo Serra Verde, Felipe Castro, ressaltou a condução de políticas públicas que favorecem o desenvolvimento.

“O que estão vendo aqui é um investimento de R$150 milhões em estrutura industrial que só aconteceu em Roraima, porque vimos, nesses últimos três ou quatro anos, a intenção do Governo de retirar os entraves que existiam para se produzir e investir neste Estado, como a regularização fundiária, que é fundamental. Não se faz investimento desse vulto em local onde não se tem segurança de titulação das terras.  Além disso, houve investimento também muito importante na segurança energética. O Governo está fazendo o seu trabalho, criando a estrutura para que os investidores cheguem com aportes vultosos, minimizando os riscos”, disse.

O empresário destacou ainda a geração de emprego e renda e a venda dos produtos para mercados vizinhos.

“Durante o período de obras, empregamos quase 500 pessoas. Durante o período produtivo, serão oferecidos 150 empregos diretos, mas atingimos mais de 2.200 pessoas na ponta na área produtiva, porque todos os produtores que trabalham em parceria com a gente, fornecendo grãos, têm suas equipes de trabalho nas fazendas”, explicou.

Sobre os mercados consumidores, ele destacou o Caribe, além de Roraima e Amazonas. “O Caribe é um mercado extremamente importante. Enxergamos isso lá atrás, quando se desenvolveu o projeto do investimento, até porque essa indústria produzirá mais de cinco vezes a capacidade de consumo de Roraima e Amazonas juntos, então precisamos do mercado de exportação”, afirmou.

A facilidade do acesso ao produto também foi destacada pelo sócio proprietário da Serra Verde.

“Temos visto o fortalecimento da cadeia produtiva dos pequenos e médios produtores de frango, de suíno, de gado leiteiro, e eles terão o acesso a um farelo de qualidade aqui. Não precisam ir buscar a quase dois mil quilômetros de distância. O pessoal vai fugir dessa dificuldade de logística”, concluiu.