Segunda, 24 Outubro 2022 14:57

MONITORAMENTO SATELITAL | Corpo de Bombeiros registra aumento de focos de calor em Roraima Destaque

Escrito por Macksuel lopes
MONITORAMENTO SATELITAL | Corpo de Bombeiros registra aumento de focos de calor em Roraima Ascom/CBMRR

O CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima) e a CEPDC (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil) registraram em 2022 um aumento no número de focos de calor no Estado em comparação com o ano de 2021.

 

Até meados de outubro, os órgãos estaduais verificaram 23.059 focos de calor em Roraima. No ano passado, durante o mesmo período, o CBMRR e a Defesa Civil de Roraima registraram 17.692 focos.

 

Um foco de calor é um dado capturado por satélites de monitoramento que estão a uma altitude de 700 a 900 km sobre o planeta. Os sensores do satélite registram temperaturas acima de 47°C. Um incêndio ou uma ocorrência podem gerar um ou vários focos de calor, dependendo da extensão da linha de fogo.

 

“Em 2021, Roraima enfrentou um inverno forte e de bastante duração. As chuvas iniciaram cedo e demoraram para terminar, saindo do previsto observado pela normal climatológica. Por este motivo e dentro da normalidade, 2022 está registrando um aumento do número de focos e de incêndios florestais”, disse o comandante-geral do CBMRR e coordenador estadual da Defesa Civil de Roraima, coronel Anderson Carvalho de Matos.

 

Apesar do aumento registrado em 2022 em relação a 2021, Roraima registra diminuição do número de focos quando comparado com os mesmos períodos de 2019 e 2020.

 

Em 2019, os órgãos verificaram 161.471 focos entre janeiro e outubro. Já em 2020 foram registrados 38.967.

 

FOCOS POR MÊS

 

Os meses que apresentam registro do maior número de focos de calor em Roraima são os quatro primeiros meses do ano e os quatro últimos, nos quais predominam o clima quente e seco em Roraima. Entre maio e agosto, ocorreu uma diminuição considerável do número de ocorrências em decorrência do período chuvoso.

 

Janeiro de 2022 registrou 9117, sendo o mês com maior registro de focos até o momento. Fevereiro 6372, março 2119, abril 2130, maio 231, junho 71, julho 121, agosto 342, setembro 1288 e outubro, até 21/10, 1178.

 

No ano passado, os satélites do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia e Estatística) registraram 1504 focos em Janeiro, 4867 em Fevereiro, 5620 em Março, 1971 em Abril, 89 em Maio, 133 em Junho, 119 em Julho, 295 em Agosto, 1239 em Setembro e 2058 em Outubro.

 

“Com o fim do período chuvoso e o início do período quente (seco) em 2022, estamos com uma tendência normal e natural de aumento do número de focos de calor e, consequentemente, o aumento do número de ocorrências de incêndio em vegetação”, disse o capitão Rodrigo Maciel, gerente de Proteção e Defesa Civil de Roraima.

 

INCÊNDIOS FLORESTAIS

 

De janeiro a setembro de 2022, o Corpo de Bombeiros Militar e a Defesa Civil registraram o atendimento de 389 ocorrências envolvendo incêndios em vegetação no Estado. No mesmo período do ano passado, a corporação registrou 119, ou seja, um aumento de 227%.

 

Os anos de 2019 e 2020 foram os que mais registraram atendimentos de ocorrências de incêndio florestais. Entre janeiro e setembro de 2019 e 2020, o CBMRR atendeu, respectivamente, 1.094 e 747 ocorrências.

 

“Assim como no ano passado, o CBMRR e a Defesa Civil Estadual estão bem preparados para combater os incêndios florestais. Graças aos investimentos em viaturas, materiais, equipamentos e pessoal feitos pelo Governo de Roraima, estamos garantindo, mesmo com o aumento do número de ocorrências, a pronta resposta em todas as situações necessárias", destacou o Coronel Anderson Carvalho de Matos.

 

RECOMENDAÇÕES

 

O CBMRR reforça que a queima de vegetação sem a devida autorização dos órgãos competentes é crime ambiental, passível de sanções civis e criminais.

 

A corporação orienta a população a não atear fogo para limpeza de terrenos urbanos, lotes rurais ou queima de lixo. O clima quente e a vegetação seca, juntamente com ventos fortes, auxiliam na propagação das chamas, fazendo com que o incêndio atinja áreas adjacentes, podendo causar danos às pessoas, aos animais, ao meio ambiente e ao patrimônio.