Quinta, 11 Agosto 2022 08:40

REGIÃO NORTE | Entidades discutem evolução de políticas públicas de saúde para o trabalhador Destaque

Escrito por Suyanne Sá
REGIÃO NORTE | Entidades discutem evolução de políticas públicas de saúde para o trabalhador Ascom/Sesau

Nesta terça-feira, 9, teve início o VII Encontro da Rede de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e Controle Social da Região Norte, evento que discute a evolução das políticas públicas de saúde para o trabalhador.

O encontro segue com ciclo de palestras até sexta-feira, 12, no Plenarinho Valério Caldas de Magalhães da ALE RR (Assembleia Legislativa de Roraima).

Esta é a primeira vez que Roraima sedia o encontro, que conta com a presença de aproximadamente 150 pessoas. O evento ainda terá debates para apresentar e discutir as diretrizes das políticas públicas de saúde dos trabalhadores.

“Discutir a saúde do trabalhador é muito relevante devido a todo o enfrentamento da pandemia e da crise migratória. Os profissionais de saúde foram submetidos a uma sobrecarga enorme e hoje percebemos todo o reflexo dessa situação”, afirmou o secretário-adjunto de Saúde, Edson Castro.

A Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde é a responsável pela gerência das ações do encontro, que é vital para ouvir as demandas da classe trabalhadora e órgãos de fiscalização e controle.

“É fundamental porque todos somos trabalhadores. Cuidar da nossa saúde é construir um processo seguro, fortalecido de rede de atendimento e identificação, pois podemos prevenir doenças de saúde mental e atender [às pessoas] com dignidade”, destacou a coordenadora da CGVS, Valdirene Oliveira.

O MPT-RR (Ministério Público do Trabalho em Roraima) também se fez presente na abertura do encontro, por meio do procurador Pedro Henrique Godinho Faccioli. Ele adiantou que pretende estreitar os laços com os órgãos de saúde do estado, buscando combater as subnotificações de acidentes de trabalho.

“Cooperar com os CERESTS [Centros de Referência em Saúde do Trabalhador], vigilâncias, órgãos de controle social e entidades sindicais no sentido de que as normas do meio ambiente de trabalho e de saúde do trabalhador sejam respeitadas, sobretudo para a classe tenha uma maior qualidade de vida e evitar ajuizamento de ações e evitar conflitos”, enfatizou o procurador.