Terça, 28 Mai 2019 18:36

LEISHMANIOSE | Profissionais de saúde do Estado participam de treinamento sobre tratamento de tipo da doença Destaque

Escrito por ASCOM/SESAU

A Sesau (Secretaria de Saúde), por meio do Núcleo de Controle de Zoonoses da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), promove um treinamento sobre o tratamento intralesional de Leishmaniose do tipo Tegumentar.

O encontro envolve profissionais de saúde de todo o Estado e teve início nesta terça-feira, 28, seguindo até esta quarta-feira, 29, no HC (Hospital das Clínicas). A oficina é ministrada pelo médico infectologista Armando Schubach e pela dermatologista Maria Cristina Duque, que deu suas considerações sobre a ação.

“A gente tá numa região tão longe do Sul e do Sudeste e temos uma equipe tão grande de médicos, enfermeiros e técnicos que replicarão esse tratamento e chegarão aos pacientes”, declarou Maria Cristina. 

A gerente do núcleo, Mônica Soares, explicou que o treinamento tem como principal objetivo diminuir a duração do tratamento de Leishmaniose Tegumentar para apenas três dias. Atualmente, o procedimento dura em média de 20 a 30 dias.

“Assim, conseguiremos fazer com que reduza bastante o número de abandono do tratamento e desafogue o número de pacientes das unidades de saúde”, disse a gerente.

A médica veterinária do núcleo, Letícia Pezente, salientou que esse novo tratamento irá facilitar principalmente a vida dos pacientes que vivem em locais mais afastados. “Por exemplo, o agricultor antes se ausentava durante 20 dias para fazer esse procedimento. Agora, ele ficará menos tempo e voltará somente para fazer o acompanhamento”.

Letícia também comemorou o número recorde de participantes dessa qualificação, ressaltando que mais de 50 médicos estiveram no primeiro dia. “Isso reflete o trabalho do núcleo quanto a essas qualificações, pois cada vez mais pessoas ficam sabendo dessas programações, inclusive as mais leigas”.

Além da teoria, o treinamento proporcionará aos participantes a prática do que está sendo apresentado durante esses dois dias, com pacientes que possuem a doença.

“Eles vão ter essa oportunidade de estar analisando e aplicando o tratamento nesses pacientes. Isso vai ser uma experiência muito rica para a realidade desses profissionais”, finalizou Mônica.