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Com objetivo de reforçar o trabalho de enfrentamento ao Coronavírus (COVID-19), o Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), adquiriu uma nova remessa de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) para abastecer as unidades hospitalares da capital e do interior.

Nesta quinta-feira, 21, chegou a primeira parte do carregamento, referente a 15 toneladas. Essa quantidade representa aproximadamente 20% da compra realizada pelo Governo do Estado. A compra foi garantida com recursos próprios do Governo de Roraima, um investimento de R$ 6,4 milhões, por meio da contratação de ata de registros de preços, vigente da pasta.

“A aquisição do material faz parte da força-tarefa montada para atender à preocupação do governador Antonio Denarium para minimizar as consequências da pandemia causada pelo Coronavírus em Roraima”, esclareceu o secretário Saúde, Olivan Junior.

Ao todo, foram adquiridas 45 toneladas de EPIs. O material será entregue aos profissionais de saúde que estão atuando na linha de frente do combate à doença, de acordo com o cronograma de distribuição estabelecido pela CGAF (Coordenadoria Geral de Assistência Farmacêutica).

"O nosso objetivo foi adquirir máscaras de proteção respiratória, máscaras cirúrgicas, luvas de procedimento cirúrgico, óculos para proteção, macacões, avental, gorro, entre outros itens importantes para que os nossos profissionais possam trabalhar com segurança", enfatizou o secretário.

A entrega será iniciada ainda nesta sexta-feira, 22, para as unidades da capital. Na próxima segunda-feira, 25, para as unidades do interior. “O caminhão retornou para Manaus, onde se encontra a outra parte da compra e deve retornar no próximo domingo para resgatar o restante da carga. Nosso foco é reabastecer os estoques de todas as unidades de saúde”, assegurou.

 

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Uma webconferência promovida nesta sexta-feira, 22, pelo CEE/RR (Conselho Estadual de Educação de Roraima), discutiu a flexibilização dos dias letivos diante das consequências da pandemia do Coronavírus (COVID-19). O CEE/RR está realizando uma consulta pública referente à minuta de parecer que trata do tema.

A secretária de Educação e Desporto, Leila Perussolo, o secretário adjunto Semaias Alexandre (que também é conselheiro do CEE/RR)), e a assessora técnica da Seed (Secretaria de Educação e Desporto) e conselheira, Isabel da Costa Lima, participaram da reunião virtual.

Excepcionalmente em 2020, as escolas da Educação Básica de todo o Brasil estão dispensadas de cumprir os 200 dias letivos conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96). A dispensa está prevista na MP (Medida Provisória) nº 934, editada pelo presidente da República no dia 1º de abril, como uma das medidas adotadas em função da pandemia do Coronavírus. A MP libera o cumprimento dos 200 dias letivos, mas mantém o cumprimento da carga horária mínima, que é de 800 horas.

O CNE (Conselho Nacional de Educação) emitiu o Parecer CNE/CP n° 05/2020, que trata sobre a reorganização do calendário escolar e da possibilidade de cômputos de atividades não presenciais para fins de cumprimento da carga horária mínima anual. O parecer aguarda homologação do MEC (Ministério da Educação).

“O Conselho Estadual de Educação já está se adiantando ao tema, fazendo oitivas qualificadas de instituições envolvidas, como Ministério Público, sindicatos, comunidade, dentre outras categorias, para contribuir com o documento que vai ajudar a regulamentar o sistema estadual de educação, dando possibilidades de valorizar e reconhecer o trabalho das redes educacionais. É uma ação extremamente positiva”, destacou a secretária.

Transparência ao processo

Conforme a presidente do CEE/RR, Nildete Melo, o órgão está alinhado ao parecer do CNE (Conselho Nacional de Educação) e, mesmo com a autonomia para definir a reorganização do calendário escolar para o sistema de ensino no Estado, está realizando a consulta pública como forma de dar transparência a todo o processo.

“Estamos ouvindo sindicatos, representantes de pais e outras instituições em relação à minuta do parecer, como forma de dar transparência a esse processo. Estamos fazendo os ajustes das contribuições recebidas e aguardando a homologação do parecer do Conselho Nacional. Quando for aprovado pelo MEC, já estaremos também com nosso documento elaborado para apresentar ao pleno do Conselho Estadual para aprovação”, explicou Nildete Melo.

Participaram também da webconferência representantes do Sinter (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima), UERR (Universidade Estadual de Roraima), Sindicato das Escolas Particulares, Ministério Público de Roraima, representantes de pais, Sindicato dos Servidores Públicos, da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e da UCME (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação).

O que diz o parecer do CNE

O parecer do CNE prevê três alternativas para o cumprimento da carga horária mínima: a reposição da carga horária de forma presencial ao final do período de emergência; o cômputo da carga horária de atividades pedagógicas não presenciais, realizadas enquanto persistirem restrições sanitárias para presença de estudantes nos ambientes escolares, coordenado com o calendário escolar de aulas presenciais; e o cômputo da carga horária de atividades pedagógicas não presenciais (mediadas ou não por tecnologias digitais de informação e comunicação), realizadas de forma concomitante ao período das aulas presenciais, quando do retorno às atividades.

O documento também orienta que cada sistema de ensino, ao normatizar a reorganização dos calendários escolares, deve assegurar formas de alcance das competências e objetivos de aprendizagem relacionados à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Também devem ser observadas, quando do retorno das aulas presenciais, as orientações das autoridades sanitárias.

O parecer prevê ainda o acolhimento de estudantes, professores, servidores e suas famílias como forma de auxiliar a superação dos impactos psicológicos do longo período de isolamento social. O parecer está disponível para consulta na íntegra no Portal do MEC (www.mec.gov.br).

 

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Uma revista surpresa foi realizada na manhã desta sexta-feira, 22, na Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo) pela Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania). A ação contou com o efetivo de 60 agentes, entre homens e mulheres da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária Federal e Policiais Penal do Estado. Segundo o secretário de Justiça e Cidadania, André Fernandes, a revista geral ocorreu dentro das normas de segurança, sem agredir os direitos dos reeducandos e nada de irregular foi encontrado dentro da unidade, o que deixa o ambiente mais seguro para todos. “Não encontramos nada de irregular. Revistamos todas as celas e nada foi encontrado, nenhum tipo de arma de fogo, arma branca, celular, ou seja, temos total segurança hoje dentro da Pamc”, afirmou André.

Desde que André Fernandes assumiu a pasta, ainda em 2018 com a intervenção federal, não houve registro de irregularidades dentro da unidade. A última revista ocorreu no início deste ano. “Desde o início da intervenção federal até hoje, estamos há cerca de um ano e seis meses sem encontrar nenhum tipo de anormalidade”, destacou.

Controle do Sistema Prisional

Após o massacre que matou 33 presos em 6 de janeiro de 2017 na Pamc, o Governo de Roraima solicitou a atuação de agentes da Força Nacional para controlar a situação. Posteriormente, foi autorizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, no dia 22 de novembro de 2018, o envio da FTIP (Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária), composta por agentes federais de execução penal e agentes penitenciários dos entes federativos.

A partir dessa autorização da FTIP, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) detém, até hoje, o controle da Pamc. A primeira ação de reestruturação da unidade foi uma reorganização de presos e a reforma do local. Desde o início da gestão do governador Antonio Denarium, a penitenciária não registrou nenhuma fuga ou rebelião.

Com o Estado assumindo o controle do presídio, os crimes comandados de dentro das unidades prisionais diminuíram. Aliado aos investimentos feitos nas polícias Militar e Civil, Roraima foi o segundo Estado que mais reduziu o número de mortes violentas no Brasil.

 

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Os prédios das antigas Creche do Governo e Clínica de Reabilitação, localizados na avenida Rio de Janeiro, no Bairro dos Estados, em Boa Vista, foram entregues ao Estado pela Operação Acolhida, que ao longo das últimas semanas, por meio do Plano Emergencial para as Ocupações Espontâneas, desocupou os locais que abrigavam 79 imigrantes venezuelanos.

Na manhã desta sexta-feira, 22, a equipe da Operação Acolhida realizou a desinfecção dos locais, com o objetivo de diminuir a incidência de Coronavírus (COVID-19) na área. O comandante da Operação Acolhida, general Manoel de Barros, lembrou que com a reintegração dos prédios, a ação já devolveu para as mãos do Estado três locais que antes serviam de abrigo improvisado para imigrantes venezuelanos. O primeiro foi o antigo Boa Vista Shopping, no bairro 31 de Março. Com as três desocupações, a Operação Acolhida, em parceria com o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), retirou destes locais 475 imigrantes. “Todos os venezuelanos deixaram o local de maneira voluntária e parte deles foi para os abrigos da Operação Acolhida, onde recebem toda a assistência dos militares e do Acnur, mantendo todos os cuidados de proteção, enquanto outros tiveram como destino a interiorização para outros Estados e moradias alugadas”, explicou Barros.

Ele frisou ainda que os trabalhos seguem uma programação feita junto com o governador Antonio Denarium, em janeiro. “Já estamos na terceira ação. A previsão é que continue com pelo menos uma por mês e agora, com a pandemia, esse trabalho se torna ainda mais importante, pois isso também é combate à COVID-19. Quando nós iniciamos esse trabalho em janeiro, nós não tínhamos essa visualização”, disse.

Barros adiantou que na primeira quinzena de junho haverá mais uma desocupação. “Ainda não podemos revelar qual é o local por questões de planejamento. Assim, nós esperamos realmente terminar com todas as ocupações espontâneas ainda este ano. Ao todo, são sete prédios públicos”, afirmou.

Governo vai construir abrigos nas áreas reintegradas

O secretário adjunto da Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), Roger Herzer, afirmou que o prédio da antiga creche, pertencente à estrutura da Seed (Secretaria de Educação e Desporto), será demolido e dará lugar ao abrigo infantil. “Os recursos para essa obra são oriundos de emendas da deputada federal Shéridan Oliveira, que na mesma emenda também destinou recursos para mais cinco abrigos”, detalhou.

Herzer informou ainda que a Setrabes está em negociação com a Sesau (Secretaria de Saúde), pasta responsável pelo prédio da antiga Clínica de Reabilitação, para que no local seja construído um abrigo feminino. “Para este segundo prédio, ainda estamos em negociação interna, dentro do próprio Governo, porém, até o fim do ano queremos iniciar os trabalhos, tanto no terreno da creche, quanto no da antiga Clínica de Reabilitação”, pontuou.

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O sentimento de solidariedade sempre fez parte da vida de muitas doadoras de leite materno que ajudam a reforçar o estoque do HMINSN (Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth), unidade responsável por atender as demandas das redes pública e privada de saúde em Roraima. Entre essas mulheres fortes e batalhadoras, está a administradora Francis Olivia Figueiredo, 35 anos, que desde muito pequena sabe a importância desse gesto na vida de muita gente.

Mãe de dois filhos, ela conta que a ideia de se tornar uma doadora de leite sempre esteve em seus planos, algo que só veio se concretizar em 2017, durante a gestação do seu primeiro bebê. “Nessa mesma época, acabei conhecendo a Sílvia [Furlin], que coordena o Banco de Leite da maternidade. Ela me falou do trabalho realizado por eles e eu achei tudo aquilo genial. Já tinha essa vontade dentro de mim [de ser doadora] e já comecei a trabalhar isso desde o momento em que passei a montar o enxoval do meu filho”, completa.

Outro fator determinante, segundo Francis, foi as complicações que lhe ocorreram durante o parto. O seu primeiro filho (hoje com dois anos), precisou ficar internado na UTI Neonatal e nesse processo ele acabou recebendo o leite materno vindo de outra mãe.

“Meu filho acabou tendo uma parada cardíaca, fazendo com que ele fosse encaminhado para uma UTI Neonatal. Eu não pude nem pegar ele nos braços, mas graças a Deus ele ficou pouco tempo na maternidade e o fator determinante para ele levar alta foi que ele precisou tomar 5ml de leite. Esse leite foi provavelmente doado por alguma mãe doadora e a partir daí foi que a doação passou a ser uma dívida de vida”, explica.

Controle de qualidade

Conforme a coordenadora do BLH (Banco de Leite Humano), Sílvia Furlin, por ser responsável em atender a rede de saúde do Estado, o HMINSN segue uma série medidas de segurança sanitária para garantir a qualidade do leite que é doado.

“Esse processamento inclui algumas etapas de seleção e classificação, nas quais a gente avalia alterações como cheiro, cor, presença de sujidades desse leite, condições da embalagem e a gente faz a determinação da acidez”, destaca Sílvia Furlin.

Sílvia conta ainda que, após as diversas etapas de avaliação, o leite é submetido ao processo de pasteurização, que consiste na inativação térmica de microrganismos que possam estar presentes no alimento, evitando que ele venha causar agravos à saúde dos recém-nascido.

“Nesse processo, o leite é submetido a uma temperatura de 62º e meio, por um tempo de 30 minutos. Ao final dessa etapa, a gente realiza também o controle de qualidade microbiológico do leite, na qual se verifica a presença de coliformes totais e, ao fim dessa análise, só assim a gente encaminha para que seja distribuído”, detalha.

O Banco de Leite do HMINSN funciona 24 horas por dia. Qualquer dúvida sobre como funciona a doação de leite materno pode ser sanada no telefone (95) 98414-0772.

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Sexta, 22 Mai 2020 00:47

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

O Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), e do COERR (Centro de Operações Especiais de Saúde Pública de Roraima) torna pública a divulgação do BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO PARA ATUALIZAÇÃO SOBRE O CORONAVÍRUS.

A divulgação da situação epidemiológica com relação à doença faz parte do Plano de Contingenciamento montado pelas autoridades de saúde do Estado.

As publicações vão ocorrer diariamente no site da Sesau (www.saude.rr.gov.br) e no portal roraimacontraocorona.rr.gov.br.

A nova atualização informa o Estado contabiliza até o momento 3.537 notificações para a COVID-19, de acordo com os critérios de definição de caso do Ministério da Saúde.

Deste total, 2.153 foram confirmados segundo o município de residência, 1.342 foram descartados e 83 óbitos.

Com relação apenas as confirmações para a doença, 47 em Alto Alegre, 20 no Amajari, 1.645 casos foram notificados em Boa Vista, 48 em Bonfim, 36 no Cantá, 13 em Caracaraí, 45 em Caroebe, 04 em Iracema, 41 em Mucajaí, 05 em Normandia, 84 em Pacaraima, 93 em Rorainópolis, 15 em São João da Baliza, 33 em São Luiz e 01 em Uiramutã.
Já sobre os casos descartados, 23 em Alto Alegre, 11 em Amajari, 997 notificações ocorreram em Boa Vista, 47 em Bonfim, 11 no Cantá, 03 em Caracaraí, 62 em Caroebe, 05 em Iracema, 40 em Mucajaí, 04 em Normandia, 48 em Pacaraima, 26 em Rorainópolis, 28 em São João da Baliza, 24 em São Luiz e 01 em Uiramutã.

O Estado também contabiliza 83 óbitos por Coronavírus (COVID-19), 02 em Alto Alegre, 01 em Amajarí, 71 no município de Boa Vista, 01 em Caroebe, 01 em Iracema, 01 em Mucajaí, 02 em Pacaraima, 02 em Rorainópolis e 01 em São Luís.

Além disso, 589 pacientes diagnosticados com a doença receberam alta de isolamento e encontram-se recuperados.

Deste total, 01 em Alto Alegre, 01 em Amajari, 534 são de Boa Vista, 03 de Bonfim, 07 do Cantá, 07 em Caroebe, 06 em Mucajaí, 04 de Pacaraima, 18 em Rorainópolis e 06 de São Luiz. Por conta do crescimento de casos, a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou que o mundo vive uma pandemia da doença.

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Vida nova: Esse é um dos sentimentos relatados pelas pessoas que venceram o Coronavírus (COVID-19). Em um momento onde milhares de famílias têm aprendido a reinventar o jeito de conviver em sociedade, a esperança toma conta de quem recebeu o diagnóstico positivo para a doença e venceu a batalha contra o vírus. Assim é para a família da enfermeira Simone Raiol de Queiroz, de 47 anos. Ela, o marido e o filho estão entre os 474 recuperados da COVID-19 em Roraima.

“Comecei sentindo calafrio, depois dor de cabeça, mau-estar e cansaço. Fiz a coleta do exame Swab e o resultado foi positivo. Nessa hora fiquei triste, respirei fundo para não chorar, avisei a minha família. Eles ficaram muito preocupados, com medo do que poderia acontecer. A partir daí, recebi a medicação e fiquei em casa isolada no quarto. Foram quatro dias complicados, porque o organismo não reagiu bem à medicação e nesse meio tempo meu marido apresentou os sintomas e também recebeu diagnóstico positivo”, relata.

No quinto dia, a enfermeira foi internada no HGR (Hospital Geral de Roraima), porque não conseguia se alimentar e apresentou baixa na imunidade. “Meu marido foi internado no dia seguinte. Passei 11 dias internada, sem contato com a minha família e o ruim é que depois de dois dias de internação, meu marido passou mau e foi para a UTI, onde ficou 19 dias. Eu recebi alta e ele continuou no hospital. Foi um dos momentos mais difíceis para mim, porque não podia vê-lo e nem ter contato com meus filhos. Foi nessa hora que clamei a Deus e pedi ajuda para ficar bem e ter forças para cuidar da minha família”, lembra.

Ela conta que os dois filhos ficaram em casa em observação e, dias depois, um deles testou positivo, com sintomas leves para a doença. “Nossa família estava perto e ao mesmo tempo muito longe, porque mesmo depois da alta hospitalar, passei mais 14 dias em isolamento. Só depois de um mês conseguimos ficar com a família reunida. Hoje, estamos mais unidos e com muita fé em Deus. Ele nos permitiu uma nova vida para nós e só temos a agradecer pela nossa saúde”, enfatiza.

Conforme a enfermeira, o apoio da equipe de saúde foi fundamental para a recuperação da família. “Foi graças ao cuidado e apoio de cada pessoa da equipe multiprofissional do HGR que conseguimos superar. Naqueles momentos eles nos ouviam, nos acalmavam, uma ajuda incondicional, anjos nas nossas vidas naquele momento”, agradece.

Sentimento de renovação também para a família do fisioterapeuta intensivista Gilgleidson Silva Sousa, de 37 anos. Ele e a esposa testaram positivo para a COVID-19. Ele chegou a ser internado por um dia, para ser reidratado.

“Quando recebi o resultado fiquei assustado, porque tive todos os sintomas e cheguei a perder seis quilos em nove dias. Fiquei bem debilitado e, para completar, minha esposa testou positivo no mesmo período. O isolamento foi a fase mais difícil porque eu e ela não tínhamos como nos isolar e ficar afastados dos nossos filhos. Foi um momento de muita ansiedade. Eu cheguei a perder noites de sono com medo de que as crianças fossem contaminadas”, detalha.

Para o fisioterapeuta, a melhor saída foi cuidar também da saúde mental. “Hoje, com tanta correria em busca da ascensão profissional, vivemos acelerados, à procura de conquistas. E essa experiência serviu para a gente desacelerar, nos aproximar mais de Deus e aprender que não somos nada sem Ele. Assim, eu fui vivendo um dia de cada vez. Minha maior felicidade foi ver a cada manhã meus filhos correndo, saudáveis e sem apresentar sintomas. Deus nos ajudou nesse momento difícil e nos abençoou. Hoje me sinto bem melhor e sonho em poder voltar e me dedicar mais do que me dedicava antes, para ajudar as pessoas que precisam”, desabafa.

Sentimento de vitória também para a família da Lucelene de Oliveira Silva, de 49 anos. A missionária, o marido e o filho testaram positivo para a COVID-19. “O mais difícil é pensar em precisar de ajuda e ter a preocupação de não contaminar ninguém. O distanciamento familiar dói muito, mas é uma medida totalmente necessária, por amor aos familiares. Mas a todo o momento, senti o apoio de amigos, família e irmãos em Cristo, que me ajudaram trazendo comida (pois não tinha condições físicas e emocionais de fazer nada), orando e intercedendo por toda a minha família”, afirma.

Ela conta que o marido ficou internado. Nesse período, em casa com os filhos, redobrou as orações. “Eu meditava na Bíblia todos os dias com meus filhos. Mesmo distantes, sem poder abraçar e beijar, nós orávamos juntos e sentíamos que Deus estava cuidando de cada um e agradecíamos por mais um dia vencido. Quando ele teve alta, ainda em recuperação, recebi alta no mesmo dia que ele saiu do hospital. Foi maravilhoso, um dia memorável, nem consegui chorar de alegria, pois já tinha chorado muito. Sentia Deus cuidando de nós o tempo todo. Lembrava de alguns vídeos que tinha visto de pessoas que tinham sido curadas e de verdade isso me encorajava”, conta.

Em Roraima, a Sesau (Secretaria de Saúde), por meio do Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), monitora os registros da doença conforme prevê o Plano de Contingenciamento para o Enfrentamento do Coronavírus no Estado. As informações são atualizadas diariamente no Boletim Epidemiológico, com dados sobre os casos confirmados, descartados, recuperados e óbitos.

Segundo o secretário de Saúde, Olivan Junior, perceber que o plano de trabalho realizado nas unidades hospitalares tem contribuído para a recuperação de pacientes, é a certeza de que a gestão está no rumo certo. “Relatos como estes nos deixam otimistas e convictos de que é possível vencer os desafios e prestar um serviço público de qualidade e garantir que vidas sejam salvas”, enfatiza o secretário.

 

 

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Desde o primeiro momento em que um agente foi diagnosticado com o Coronavírus (COVID-19), a Delegacia Geral da PCRR (Polícia Civil de Roraima) determinou a desinfecção de todas as unidades policiais na capital e no interior. A ação teve início na semana passada e a prioridade é para as unidades em que servidores testaram positivos para a doença.

De acordo com o delegado geral, Herbert de Amorim Cardoso, como o serviço da Polícia Civil é considerado essencial, não tem como suspender os trabalhos. Entretanto, medidas administrativas foram adotadas para levar mais segurança aos policiais neste período de pandemia. "Uma das medidas é esse serviço de desinfecção das unidades policiais. O foco principal é fazer a desinfecção nas delegacias em que policiais foram testados positivo, como ação de prevenção e enfrentamento ao Coronavírus", disse.

O trabalho de desinfecção já ocorreu na Corregepol (Corregedoria Geral de Polícia), na DRFVAT (Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores Terrestre), no 3º DP, no DA (Departamento Administrativo), que agrega o DPJC (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), DPJI (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) e 1º DP. Nesta sexta-feira, 22, o trabalho vai acontecer na sede do 2º DP, que atende também a Custódia, Central de Flagrantes e 5º DP.

  Medidas preventivas

Desde o mês de março, a Delegacia Geral vem adotando medidas administrativas para atender aos policiais civis nesse período de pandemia. Uma delas, foi permitir o trabalho home office aos policiais em situação de risco. A segunda medida foi restringir o atendimento presencial nas delegacias, ampliar o registro de BO (Boletim de Ocorrência) pela Delegacia Online e também o registro de BO por Telefone.

Os atendimentos presenciais são realizados para os casos considerados graves. Outra medida adotada foi a implantação do Gabinete Interno de Gerenciamento de Crise, para monitorar casos de policiais e familiares que residem na mesma casa com a suspeita da doença, agendar atendimento para o teste rápido da COVID-19 e orientar os policiais civis.

“Estamos viabilizando a entrega dos Equipamentos de Proteção Individual nas unidades policiais, afastando provisoriamente os policiais que se enquadram nos grupos de risco e verificando a situação funcional desses servidores, inclusive os que contraíram a doença. Criamos o gabinete com policiais civis voluntários, buscamos treinamento para a equipe que faz desde o agendamento de casos suspeitos, à aplicação do teste rápido para detectar a doença. São medidas que visam dar mais proteção aos nossos policiais”, disse o delegado geral.

 

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Na terça-feira, 19, correntezas intensas no rio Anauá fizeram com que a balsa flutuante da Caer (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima) afundasse. A balsa é responsável pela captação de água do rio para a estação de tratamento e o acidente comprometeu o abastecimento no município de Rorainópolis.

Após comunicar aos moradores sobre o ocorrido, equipes da Caer, em parceria com homens do CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima) iniciaram uma força-tarefa para retirar a balsa e os equipamentos para levar até a margem do rio.

As equipes continuam os trabalhos e, na manhã desta quinta-feira, 21, a balsa foi resgatada pelos bombeiros. Os trabalhos para recuperação dos equipamentos estão em andamento e assim que concluírem serão interligados à estação de tratamento. A expectativa é que até sábado, 23, o abastecimento esteja normalizado.

No momento, dez poços artesianos reforçam o abastecimento no município, porém, a maior parte da região é abastecida pela captação do rio. Para atender à população enquanto durar a operação de recuperação dos equipamentos e funcionamento do sistema, a Caer enviará ao município dois caminhões pipas com capacidade para 30 mil litros, que atuarão na distribuição de água potável aos moradores.

O diretor Comercial e do Interior da Caer, Cícero Batista, ressaltou a gravidade do problema, entretanto, enalteceu o trabalho das equipes e do Corpo de Bombeiros que estão atuando no local. “A equipe está trabalhando diuturnamente para recuperar a balsa e os equipamentos e, ao mesmo tempo, garantindo o abastecimento nas residências, diante das recomendações dos órgãos de saúde para que as pessoas fiquem em casa para evitar propagação da COVID-19”, disse.

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Os estudantes da rede pública estadual de Roraima vão ganhar mais um reforço nos estudos preparatórios para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Por meio de uma parceria entre o Governo do Estado de Roraima e a Estácio, está sendo disponibilizada de forma gratuita a plataforma de estudo Resolve Sim.

A parceria foi firmada por meio da Seed (Secretaria de Educação e Desporto). Na manhã desta quinta-feira, 21, foi realizada uma reunião virtual entre a secretária de Educação, Leila Perussolo; secretário adjunto, Semaias Alexandre; professores e gestores escolares, com a Reitora da Estácio, Brena Linhares, e sua equipe para consolidar a parceria e apresentar a plataforma.

Apesar do anúncio do adiamento das provas do Enem, os conteúdos estão sendo disponibilizados aos estudantes da rede para que possam estudar e se preparar para as provas. É mais um recurso à disposição dos alunos neste período de pandemia do Coronavírus (COVID-19) e de aulas não presenciais para a continuidade do processo educacional.

Na plataforma Resolve Sim estão disponíveis aulas, exercícios, simuladores, dinâmica de jogos, poadcasts e videoaulas em quatro áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Linguagem e Códigos, Matemática e Ciências da Natureza. O acesso é totalmente gratuito aos alunos, bastando que tenham acesso à internet. A plataforma pode ser acessada pelo computador, notebook, ou celular.

“Nós fomos procurados pela Estácio, que é já uma parceira do Estado, que nos apresentou uma ação social, a plataforma Resolve Sim. A plataforma possibilita que os estudantes possam continuar estudando e fazendo revisão para o Enem. Consideramos essa parceria mais um avanço, mais uma possibilidade para que os alunos estejam conectados e estudando nesse período de distanciamento social”, destacou a secretária Leila Perussolo.

 Como acessar a plataforma Resolve Sim

Para ter acesso aos conteúdos da plataforma, o aluno deve acessar o site www.resolvesim.com.br e no campo "Login", fazer um cadastro, informando dados pessoais como CPF, endereço, e-mail, município que reside e instituição que estuda. A partir daí será liberado o acesso do aluno à plataforma e iniciar a navegação. São 48 aulas completas com conteúdos do Grupo Eleva Educação com a metodologia EAD Estácio, em um ambiente virtual dinâmico e atrativo para os jovens. A plataforma já está disponível.

“Nós estamos vivendo um momento delicado, fomos pegos desprevenidos e a Estácio, preocupada com o lado social e com os estudantes que estavam se preparando para fazer o Enem, lança, em parceria com o Eleva, o Programa Resolve Sim. É um serviço gratuito para os alunos da rede pública. É o tempo de olhar para o próximo e a Estácio está ajudando a comunidade escolar nesse momento”, ressaltou Brena Linhares.

 

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