Domingo, 20 Outubro 2019 20:29

FEIRA DO PASSARÃO | Projeto de reforma passa por readequação para retomada da reforma Destaque

Escrito por ISAQUE SANTIAGO
A reforma foi iniciada em março de 2018 e paralisada no mesmo ano por falta de recursos nos cofres estaduais, desta vez será retomada com recursos federais A reforma foi iniciada em março de 2018 e paralisada no mesmo ano por falta de recursos nos cofres estaduais, desta vez será retomada com recursos federais Neto Figueiredo

Fechada para reforma desde março do ano passado, as obras da Feira do Passarão, localizada no cruzamento entre as Avenidas Ataíde Teive e Imigrantes, no bairro Caimbé, foram interrompidas por falta de recursos, que no projeto inicial vinham dos cofres estaduais. Além disso, o projeto apresentava uma série de irregularidades e não atendia as reais necessidades dos feirantes e até mesmo dos frequentadores do estabelecimento.

Para a retomada das obras, a Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) trabalha no cancelamento da licitação, enquanto a Seinf (Secretaria de Infraestrutura) elabora um novo projeto que se adéque à legislação sanitária, às normas de segurança e de trânsito.

Desta vez, os recursos, na ordem de R$ 3 milhões, serão garantidos por meio de emenda impositiva do deputado federal Hiran Gonçalves (PP). O titular da Seapa, Emerson Baú, afirmou que em reunião com os feirantes que atuam no local, a atual gestão detectou uma série de irregularidades no projeto que descumpriam diversas normas.

No antigo projeto, os boxes, espaços destinados aos feirantes para a comercialização, eram feitos de uma estrutura de ferro vazada, sem rede elétrica adequada e sem espaço para higienização dos produtos. Desta forma, não atenderia às necessidades de feirantes que comercializam carnes e peixes, além de descumprir normas sanitárias vigentes.

“Quando chegamos, identificamos que o projeto de reforma da Feira do Passarão não tinha sido pensando em vários aspectos, desde a parte da legalidade, questão sanitária, combate a incêndios e licenças junto ao Corpo de Bombeiros, de trânsito e, principalmente, o projeto não atendia ao feirante”, disse Baú.

Ele afirmou que a Seapa trabalha no cancelamento da licitação que deu início a reforma do local. “Nós buscamos os meios legais, estamos trabalhando nesse cancelamento para fazermos um novo trabalho, um projeto que visa a atender realmente as necessidades da legislação, dos produtores e beneficiar os visitantes e quem frequenta a feira”, anunciou.

Baú também ressaltou que desta vez a reforma será executada com recursos federais. “Antes, a reforma era feita com recursos estaduais. Como a gente sabe o Estado está enfrentando um processo de contingenciamento das finanças e a feira não é um ponto principal nisso, mas sim saúde, educação e segurança. Nós tivemos a felicidade de o deputado federal Hiran Gonçalves fazer uma emenda impositiva e aportar recursos dentro dessa feira para que nós pudéssemos dar continuidade à reforma”, comemorou.

Quanto ao novo projeto de reforma, o titular da Seinf, Edilson Lima, afirmou que uma equipe de engenheiros trabalha na readequação. “Alguns pontos do antigo projeto podem ser aproveitados. Nossos engenheiros estão trabalhando nisso e fazendo as mudanças necessárias para que a estrutura da feira possa atender de forma adequada tanto os feirantes quanto os frequentadores”, pontuou.

MANUTENÇÃO – Apesar de a obra estar paralisada, uma preocupação da Seapa é com a manutenção do espaço. “É uma preocupação que temos é com a manutenção do espaço, é uma obra que está atualmente parada, mas não abandonada. Temos uma equipe de manutenção da Seapa que está fazendo a limpeza constante e poda de árvores. Tivemos um trabalho em pareceria com a CERR [Companhia Energética de Roraima] de fazer uma readequação do sistema de energia, pois existiam muitas ligações clandestinas e diversas irregularidades”, disse.

REFORMA – A reforma da feira do Passarão, anunciada ainda em 2017 pela gestão passada, foi orçada em R$ 3,4 milhões, que viriam do orçamento estadual. As obras deveriam ter sido iniciadas no mês de janeiro de 2018 e encerradas em agosto do mesmo ano, porém, os trabalhos iniciaram apenas em março. Para o início da obra, a empresa contratada recebeu cerca de R$ 100 mil. Com a falta do restante do pagamento, os trabalhos foram interrompidos e coube à atual gestão dar continuidade.