Quarta, 12 Junho 2019 17:54

ADERR cria grupo gestor para retirada de vacina contra febre aftosa em Roraima em 2020 Destaque

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De acordo com cronograma do Ministério da Agricultura, o Estado de Roraima deve conquistar o status de zona livre de aftosa sem vacinação já no próximo ano De acordo com cronograma do Ministério da Agricultura, o Estado de Roraima deve conquistar o status de zona livre de aftosa sem vacinação já no próximo ano Ascom/Aderr

A Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima) criou o Grupo Gestor do Plano Estratégico para retirada da vacina contra febre aftosa. O grupo vem se reunindo para articular ações de substituição, visando o controle e proteção do rebanho bovino contra a doença. Roraima deve conquistar o status de zona livre de aftosa sem vacinação no próximo ano de 2020, de acordo com o cronograma do MAPA (Ministério da Agricultura).

O principal ganho da pecuária em Roraima é a abertura de novos mercados, possibilitando aos produtores a exportação para outros Estados e para fora do Brasil. Há países - como o Japão, por exemplo - que só compram carne de países que não usam a vacina.

Para o presidente da Coopercarne (Cooperativa de Carne), Nadisson Pinheiro, que é um dos participantes do grupo, disse que a diminuição de custos, o acesso a outros mercado, além da redução do trabalho de manejo do rebanho, vão trazer benefícios ao produtor 

“No primeiro momento, o custo será minimizado com a compra da vacina e o trabalho de levar o gado a cada seis meses no curral, além do benefício de oportunizar novos mercados. Mas devemos lembrar que vai aumentar a responsabilidade do pecuarista com obrigação de sempre prestar informações sobre o rebanho ao órgão fiscalizador, no caso a ADERR”, disse Nadisson.

O que prever o PNEFA

O PNEFA (Plano Estratégico de Erradicação e Erradicação da Febre Aftosa) prevê as seguintes diretrizes: gestão compartilhada entre governos e iniciativa privada, aperfeiçoamento das capacidades do SVO (Serviço Veterinário Oficial), regionalização das ações, sustentação financeira, adequação e fortalecimento do sistema de vigilância, agilidade e precisão no diagnóstico, previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias, cooperação internacional e educação em saúde animal.

Divisão em blocos para retirada

No Plano, o país foi dividido em cinco blocos para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; o Bloco IV, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins; e o Bloco V, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.