Quarta, 09 Outubro 2019 22:25

INSUMO AGRÍCOLA | Roraima firma parceria com Companhia Mineradora de Rondônia para fornecimento de calcário Destaque

Escrito por ISAQUE SANTIAGO
O insumo é necessário para o preparo do solo antes do início do plantio de qualquer cultura e até mesmo para atividades como a piscicultura O insumo é necessário para o preparo do solo antes do início do plantio de qualquer cultura e até mesmo para atividades como a piscicultura Raimundo Lima

A pareceria entre a Companhia Mineradora de Rondônia e os produtores de Roraima foi articulada pelo Governo do Estado

 Um dos grandes obstáculos enfrentados por quem produz em Roraima é o fornecimento de calcário para o preparo do solo. O Estado não possui jazidas da rocha e atualmente o insumo vem de Itaituba (PA), porém, não na quantidade e nem na frequência que os produtores locais necessitam.

 Para suprir essa necessidade, o Governo do Estado articulou um parceria entre empresários do setor primário e a CMR (Companhia Mineradora de Rondônia), que pode garantir o fornecimento do insumo com qualidade, quantidade e regularidades e a um custo até 25% mais baixo do que o atual.

 O calcário é necessário para remover a acidez do solo e é utilizado em todas as atividades do setor primário, até mesmo na piscicultura. O titular da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Emerson Baú, ressaltou que o Governo do Estado buscou a CMR como outra alternativa para os produtores.

 “Além do calcário de Itaituba, nós também comprávamos da Venezuela, porém, com a crise que acontece por lá, esse fornecimento foi comprometido. Esse calcário é de mercado e nós temos, dentro do planejamento do Governo, um projeto para fazer um trabalho de fornecer o insumo para a agricultura familiar também. A ideia é fortalecer tanto a agricultura familiar, quanto a empresarial, sem distinção”, explicou.

 O diretor-presidente da CMR, Euclides Nocko, afirmou que a jazida de calcário explorada pela companhia, conforme estudos, tem uma duração prevista de 280 anos com a retirada do calcário seguindo o ritmo atual. Ele frisou também que a falta de calcário não é um problema exclusivo de Roraima e que até mesmo algumas localidades de Rondônia enfrentam as mesmas dificuldades.

 “No Amazonas e no Acre, os produtores sofrem com a falta do insumo. A nossa jazida fica ao sul de Rondônia e os produtores do norte do nosso Estado também enfrentam a mesma dificuldade”, detalhou.

 Ainda de acordo com Nocko, com a união dos produtores por meio de cooperativas e associações, é possível conseguir uma redução no preço do frete tanto marítimo como rodoviário. “Eles podem conseguir uma economia de até 25% no preço final se comparado à quantia que pagam hoje”, disse, ao ressaltar que a parceria só se tornou possível devido ao esforço dos Governos de Roraima e Rondônia. “Nossos governadores não estão medindo esforços para que isso aconteça”, pontuou.