Quinta, 08 Abril 2021 03:59

Aderr fará estudo para ajudar na erradicação da Peste Suína Clássica em Roraima Destaque

Escrito por Elias Venâncio
Aderr fará estudo para ajudar na erradicação da Peste Suína Clássica em Roraima Ascom/Aderr

A Aderr (Agência De Defesa Agropecuária de Roraima) está fazendo um levantamento em propriedades rurais de todo o Estado, visitando produtores para identificar quem trabalha com a suinocultura. Esse trabalho tem como objetivo fazer no futuro um estudo de sorologia para identificar a presença da PSC (Peste Suína Clássica) em Roraima. A fase agora é de caracterização do sistema produtivo e de vigilância.

Conhecida como cólera ou febre suína, a doença é altamente contagiosa, pois possui uma taxa elevada de contaminação e é fatal aos suínos, mas não oferece risco à saúde humana, nem a outras espécies de animais. Ela afeta tanto os porcos domesticados quanto os selvagens.

Conforme o médico veterinário Sylvio Botelho, a Aderr vem cadastrando os suinocultores, número de animais, examinando os suínos, fazendo questionamentos aos produtores e levantamento histórico para saber se já teve ocorrência de doenças, além do controle do trânsito.

De acordo com o presidente da Aderr, Kelton Lopes, é importante que o suinocultor procure a agência para se cadastrar ou atualizar seu cadastro. “Esse momento é muito especial, uma vez que nós querem tornar o Brasil livre da Peste Suína Clássica. Então, é fundamental que o produtor participe, se envolva nessa ação e venha regularizar sua produção”, ressaltou.

Para fortalecer cada vez mais o Programa Estadual de Sanidade Suína, na tarde desta terça-feira, 6, foi realizada uma live com a participação de todos os servidores dos escritórios da Aderr no interior, para debater sobre o Plano Estratégico Brasil Livre da PSC.

O objetivo do Plano Estratégico é erradicar a PSC na ZnL (Zona não Livre) do Brasil, reduzindo as perdas diretas e indiretas causadas pela doença e gerando benefícios pelo status sanitário de País livre da doença.

PSC pode causar prejuízos sanitários

A PSC pode causar grandes perdas socioeconômicas, porque pode provocar restrições comerciais de regiões que não têm a doença. Sendo uma fonte de renda para muitos produtores, sua ocorrência também traz uma ameaça na posição do Brasil no ranking mundial de comercialização de suínos. Atualmente, o Brasil ocupa a 4ª lugar na produção de carnes.

De acordo com estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o impacto econômico pode variar de R$ 1,3 bilhão a R$ 4,5 bilhões, considerando diferentes cenários. Por isso, é importante fortalecer as ações de erradicação nas ZnL, visando a redução do risco de reintrodução do vírus da PSC na atual zona livre da doença.

Atualmente a zona livre do País está dividida em duas áreas: bloco 1 (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e bloco 2 (Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins, e Distrito Federal). Na Zona não Livre estão Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.