Imprimir esta página
Quarta, 16 Setembro 2020 04:29

Balsa do Passarão atende 27 comunidades indígenas do Baixo São Marcos Destaque

Escrito por Cacau Bastos
Balsa do Passarão atende 27 comunidades indígenas do Baixo São Marcos Ascom/Seapa

A balsa do Passarão é um importante instrumento de ligação entre a região da vila do Passarão (zona rural do município de Boa Vista) e 27 comunidades indígenas da região do Baixo São Marcos. O Governo de Roraima, por meio da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) não mede esforços para que a travessia do rio Uraricoera, seja realizada de forma contínua e eficaz.

Segundo o diretor do Depag (Departamento de Produção Agropecuária) da Seapa, Diego da Silva Barberena, a balsa recebe permanentemente medidas preventivas e, com isso, desde o final de dezembro de 2019, quando encalhou em um banco de areia, a balsa nunca mais ficou sem atender a população por algum problema técnico. “Nossos servidores estão atentos à manutenção preventiva e com isso este ano conseguimos oferecer um serviço de qualidade e contínuo para os moradores da região”, afirmou.

O horário de funcionamento da balsa do Passarão atualmente está fixado em seis momentos: 6h30, 7h30, 10h, 12h, 16h e 18h, de domingo a domingo, inclusive feriados. A travessia das 6h30 é uma recente conquista dos moradores, que reivindicavam um horário mais cedo para poder cumprir compromissos de trabalho e escola.

Conforme a Seapa, além dos horários determinados, em caso de necessidade a qualquer momento se pode fazer uma travessia, como no caso de ambulância e emergência, tanto de dia, quanto de noite, ou mesmo madrugada.

O secretário de Agricultura, Emerson Baú, disse que a prevenção e manutenção da balsa do Passarão é essencial para que o serviço continue sendo feito, para que as comunidades indígenas do outro lado não fiquem totalmente isoladas. “Antigamente, por falta de combustível, os moradores precisavam pagar para fazer a  travessia e, mesmo assim, ainda ficavam dias ilhados por ela estar quebrada. Hoje isso não ocorre mais”, frisou.

Ainda de acordo com Emerson, com os horários definidos, não há uma sobrecarga no motor do rebocador da balsa. “O horário precisa ser definido por prevenção. Estamos falando de uma balsa antiga, que necessita de uma manutenção mais específica”, esclareceu.

Uma rota alternativa caso a balsa do Passarão deixe de funcionar por algum problema técnico, é feita pelo município de Normandia, porém, aumenta significativamente o percurso, pois acrescenta à distância cerca de 100km. Em média, são realizadas por ano 2.500 travessias, cerca de 15.800 carros são transportados, 47 mil pessoas utilizam a embarcação e um total de 12 mil litros de óleo diesel são utilizados para realizar a travessia.