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Segunda, 14 Setembro 2020 20:13

RORAIMA FOGO ZERO | Regularização fundiária e produção sustentável contribuirão para redução de incêndios florestais Destaque

Escrito por Isaque Santiago
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RORAIMA FOGO ZERO | Regularização fundiária e produção sustentável contribuirão para redução de incêndios florestais Neto Figueredo

O combate às queimadas e incêndios florestais por meio da produção agrícola sustentável é um dos objetivos do programa Roraima Fogo Zero. A primeira ação nesse sentido já começa a tomar forma. O Governo do Estado vai trabalhar 1,5 mil hectares de agricultura familiar e indígena em todo o Estado, sendo 100 hectares por município, divididos em módulos de três hectares.

O governador Antonio Denarium anunciou que a SEI (Secretaria do índio) e a Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) já trabalham na identificação das áreas e agricultores a serem atendidos. Para participar, os produtores devem atender alguns critérios. O primeiro deles é ter o documento da terra.

“O Programa Fogo Zero nasceu de um trabalho de conscientização do Governo Federal na regularização fundiária. É dando nome e CPF para as propriedades que vamos reduzir os incêndios florestais e os desmatamentos ilegais e também trabalhando a agricultura de forma sustentável”, declarou o governador.

Denarium informou que os recursos para execução do projeto são oriundos do Governo Federal e emenda parlamentar do senador Telmário Mota, na ordem de R$ 19,5 milhões. “Temos que aumentar a nossa produtividade sem que seja derrubada uma única árvore. Esse projeto está na fase de cadastramento e o georreferenciamento das propriedades que serão atendidas”, disse.

A Seapa e a SEI darão assistência técnica, adubação, correção do solo, sementes e auxiliar no plantio e na colheita. Além disso, também vão trabalhar com capacitações focadas na profissionalização desses agricultores.  

O secretário adjunto da Seapa, Kelton Lopes, explicou que, além do documento de posse, é necessário já produzir e estar com a parte ambiental em dia. “Serão até três hectares por propriedade, que é o módulo mínimo para que se dê dinheiro. Eles vão receber visitas técnicas, serão cadastrados e orientados para essa atividade”, detalhou.

Já em áreas indígenas, o projeto também conta com a participação da SEI. O titular da pasta, Marcelo Pereira, afirmou que o corpo técnico trabalha na identificação das áreas com potencial. “Vamos trabalhar com a produção de grãos, em especial o milho. Hoje, dentro das comunidades indígenas, o fogo é tradicional, é uma tradição milenar. Precisamos utilizar um processo tecnológico para que eles possam produzir sem utilizar o fogo, preservando a vegetação”, pontuou.

Pereira adiantou que, além da assistência técnica, os produtores serão capacitados sobre gestão. “Eles precisam aprender como gerir o negócio e como reinvestir a receita obtida em novos projetos e trabalhando a independência deles”, disse.

 

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