MÉTODO CANGURU – Sesau reforça acompanhamento de bebês após alta hospitalar

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Foto: Secom-RR

Para reforçar o acompanhamento de gestantes e bebês fora do hospital, a Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), em parceria com o Ministério da Saúde, treinou profissionais que atuam na Atenção Básica (postos ou centro de saúde), no atendimento de mães e bebês antes e depois da internação hospitalar.

O Método Canguru é uma estratégia utilizada para aproximar o contato entre mãe e bebês prematuros, contribuindo para o ganho de peso e fortalecimento dos sinais vitais. O que muitas pessoas não sabem é que esse cuidado não se restringe ao hospital. Após a alta, o atendimento deve continuar na Atenção Básica.

Para fortalecer este protocolo, foi realizado o 2º Curso de Formação de Tutores para Seguimento Compartilhado – Método Canguru na Atenção Básica. Desde a última terça-feira (7), profissionais que atuam nos municípios participaram do treinamento, encerrado nesta quinta-feira (9).

A coordenadora estadual do Método Canguru, Ana Carolina Brito, explicou que a ação busca preparar os profissionais dos munícipios para darem continuidade à prática, o que é importante para garantir a saúde do bebê. “As chances de sobrevida da criança são maiores se os profissionais envolvidos forem conhecedores deste método”.

A capacitação contou com oficinas e palestras ministradas pela médica neonatologista Roberta Borges e a enfermeira Joama Gusmão, da Universidade Federal do Maranhão, que vieram a convite da Coordenação Estadual do Método Canguru.

Foram disponibilizadas vagas para todos os munícipios e para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) Leste e Yanomani, para que cada representante dissemine o aprendizado em sua área de atuação.

O Ministério da Saúde tem apoiado Roraima em diversas estratégias, como o Apice On, para qualificação da atenção obstétrica neonatal, e o Qualineo, que garante um olhar mais focado para o recém-nascido de risco.

MÉTODO CANGURU – O Método Canguru é um modelo de assistência no qual o bebê prematuro é colocado em contato pele a pele com sua mãe ou pai, propiciando um vínculo afetivo e um melhor desenvolvimento da criança.

O método é desenvolvido em três etapas: na primeira, quando o recém-nascido está impossibilitado de ficar junto à mãe e necessita de internação na unidade neonatal, inicia-se o contato direto pele a pele entre a mãe e o bebê, progredindo até a colocação do bebê sobre o tórax da mãe.

Na segunda fase, quando a saúde do recém-nascido está estabilizada, ele pode contar com o acompanhamento contínuo da mãe, quando a posição canguru é mantida pelo maior tempo possível. Na terceira etapa, o bebê recebe alta hospitalar, mas ainda necessita de acompanhamento ambulatorial para avaliações de seu desenvolvimento físico e psicológico.