AGRONEGÓCIO | Instituição financeira libera R$ 6,8 milhões de crédito em seis dias de Expoferr

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Governadora Suely Campos destaca a vocação de Roraima para o agronegócio

ISAQUE SANTIAGO
Foto: Wagner Santos

O Banco do Brasil liberou nesta quarta-feira, dia 11, durante o sétimo dia da 40ª Exposição Feira Agropecuária de Roraima (Expoferr) a quantia de R$ 6,8 milhões em financiamentos, divididos em 21 projetos. As propostas contemplam diversos tipos de atividades do setor primário, como compra de gado, custeio para lavoura de fruticultura, plantio de soja, reforma de pastagem, compra de trator, caminhão, entre outros. Segundo a instituição financeira, a expectativa é que até o final do evento, no dia 15 de outubro, se atinja o marco de R$ 30 milhões em financiamentos.

A governadora Suely Campos afirmou que o principal objetivo da Expoferr está sendo cumprido. “O agronegócio será o responsável por mudar a matriz econômica de nosso Estado, que cada vez mais desponta como a mais nova fronteira agrícola do Brasil”, disse.

O superintende do Banco do Brasil em Roraima, Alvaro Fertig, afirmou que além dos financiamentos assinados na quarta-feira, dia 11, existem outras propostas em andamento que somadas atingem a quantia de R$ 23 milhões. “Somado aos R$ 6,8 milhões liberados hoje, podemos chegar aquaseR$ 30 milhões. É um movimento na economia bastante expressivo, quando se compara o volume que o banco opera normalmente durante um mês tradicional.Na feira, estamos fazendo um volume até três vezes maior”, detalhou.

Ele explicou que a Feira provoca, estimula e alavanca a economia. “As pessoas se vêm encorajadas a ver os seus projetos colocados em prática, buscam o apoio financeiro, as instituições financeiras têm recursos, tem linhas e prazos adequados. Então esse conjunto de fatores faz com que a demanda aumente. Aliado a tudo isso, o agronegócio vive um grande momento como não se via há anos. É o único setor da nossa economia que não está sofrendo nenhum tipo de sobressalto”, esclareceu.

Um dos produtores contemplados, Eduardo Paludo, destacou a importância do apoio das instituições financeiras. “Fiz um financiamento para recuperação de pastagem e para lavoura de soja e milho. Por meio do financiamento você consegue fazer em um ano o que levaria cinco ou seis para fazer com capital próprio. Quem pega um financiamento para fazer aquilo que está especificado no projeto e aplica corretamente, com certeza tem um retorno”, afirmou.

Dos 21 projetos financiados, oito foram elaborados pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O chefe da divisão de Crédito Rural, Emerson Santos explicou como o pequeno produtor faz para ter acesso a este serviço. “Temos Casas do Produtor Rural (CPR) em todo o estado, onde nossos técnicos estão aptos a ofertar a assistência técnica.Além disso eles também elaboram as propostas de financiamentos, então na hora que ela é feita é enviada ao banco que faz a contratação de crédito para os produtores”, detalhou.